do Gr. photós + páthos

versão XLII

Posted in versões/covers by S. Paulo on 19/12/2017

música
Nina Simone – Wild is the Wind (original de Johnny Mathis)

 

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Posted in filosofia, livros emprestados by S. Paulo on 13/12/2017

Na Idade Média não se pensava forçosamente que o centro do mundo fosse um lugar bom. A Terra estava no centro do mundo mas o centro da Terra, para certa tendência religiosa, era o pior lugar do mundo, era lá que estava localizado o Inferno.
A Terra é feita de terra. De terra dos vasos.

LOPES, Adília, Bandolim, Porto, Assírio & Alvim, 2016, pp. 174-175.

Posted in fotografia by S. Paulo on 04/12/2017

, Évora, 14 de Setembro de 2014

Os incêndios florestais, mais uma vez (p.10)

Posted in Le Monde diplomatique by S. Paulo on 26/11/2017

Incêndios florestais — uma designação vulgar, mas pouco correcta. Na verdade, entre cerca de metade a dois terços das áreas ardidas são de matos, e só o restante é de povoamento florestais. Portanto, mais correcto é falarmos de incêndios rurais.

Victor Louro em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 120 | II série | Outubro de 2016)

Posted in sugestões by S. Paulo on 19/11/2017

música
Oba Loba – Lentilhas

Posted in filosofia by S. Paulo on 10/11/2017

Gostaríamos de transformar o coração dos que nos são próximos, fazer-lhes compreender o drama em que vivemos, mas não ousamos, e ficamos sós, com a nossa dor.

BOVE, Emmanuel, Un Célibataire (1932), Um Celibatário, trad. Paula Mascarenhas, Lisboa, Difel — Difusão Editorial, 1989, p. 36.

caderno 16 V

Posted in cadernos by S. Paulo on 03/11/2017

«Encantar a realidade vulgar» (p. 38)

Posted in Le Monde diplomatique by S. Paulo on 31/10/2017

[…] o tag, a forma mais elementar do grafito. Ironia da história, é o neto do fundador de um dos primeiros bancos de investimento americanos, o Lehman Brothers, Phillippe Lehman, conhecido como Bando, que importa para França estas assinaturas rudes e sumarias escritas nas paredes, no metro, nos comboios nova-iorquinos por jovens urbanos desfavorecidos.

Phillippe Pataud Célérier em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 119 | II série | Setembro de 2016)

Posted in filosofia by S. Paulo on 15/10/2017

O desprendimento, o alheamento do sujeito da vida real retiram ao espírito o movimento da vida. Separado, o sujeito não se alimenta já da vida exterior das coisas, não as podendo pensar, sentir, querer através das suas imagens. Estas representam agora um mundo oco e vazio. O sujeito cindiu-se, ele vê-se querer e não quer, sentir e não sente […]

GIL, José, Cansaço, Tédio, Desassossego, Lisboa, Relógio D’ Água Editores, 2013, p. 109.

Posted in filosofia, livros emprestados by S. Paulo on 04/10/2017

A partir do momento em que nas obras de fancaria, os saldos assumem essencialmente, o sentido de mercadoria “incapaz”, sem valor prático e que a incapacidade e a ausência de valor prático formam igualmente a base de emprego da palavra “estúpido”, quase não é exagero afirmar que estamos inclinados a qualificar tudo o que não nos convém — sobretudo quando pretendemos, além disso, considerá-lo altamente “cultural” — de “mais ou menos estúpido”. E para definir este “mais ou menos”, é significativo que o uso do termo de estupidez seja inseparável de um outro, que engloba as expressões não menos imperfeitas do vulgar e do moralmente chocante; o que faz incidir por uma segunda vez a nossa atenção sobre o destino comum das noções de “estupidez” e de “inconveniência”. Entre os juízos críticos sobre a arte ou sobre a vida completamente brutos e não refinados, encontra-se, com efeito, não apenas a palavra kitsch, fórmula estética de origem intelectual, mas exclamações de tipo moral tais como “indecência!”, “asqueroso!”, “ignóbil!”, “mórbido!”, “escandaloso!”. Pode acontecer ainda que estas exclamações impliquem, mesmo que utilizadas indistintamente, um esforço intelectual e alguns matizes de significado; assim acabamos por lhes substituir, em última análise, a exclamação já quase inarticulada: “é de uma vulgaridade!” que pode substituir todas as outras e partilhar o império do mundo com a sua correspondente: “é uma estupidez!”. Se estas duas fórmulas podem, caso necessário, substituir todas as outras, é evidentemente porque “estúpido” assumiu uma acepção de incapaz em geral, e “vulgar”, a de inconveniente, em geral. Espreitemos os juízos dos seres humanos uns sobre os outros, actualmente: ver-se-á que o auto-retrato da humanidade tal como se constitui clandestinamente a partir de fotografias de grupos recíprocos, é exclusivamente feito de variações sobre estes dois termos desagradáveis.

MUSIL, Robert, Über die Dummheit (1937), Da Estupidez, trad. Manuel Alberto, Lisboa, Relógio D’ Água Editores, 1994, pp. 22-23.