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A fabricação do consentimento: discurso jornalístico sobre a crise em Portugal (p. 14)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 29/04/2017

Esta história é simples, apela a valores e sentimentos embutidos na cultura religiosa, ao senso comum da economia doméstica. É eficaz na legitimação do programa, mesmo quando parece criticá-lo.

Há uma evolução das crenças por detrás da flutuação da opinião dos jornalistas, entre o aplauso incondicional ao programa, no início, à crítica depois, e, por fim, o que parece por vezes mesmo protesto indignado? Nem por isso. O ajustamento é defendido sempre. Mesmo quando é criticado. Se corre mal e há quem proteste, é preciso usar as palavras da indignação, se preciso for, desdizer o que foi dito para proteger o que mais importa. Se falha, é porque o governo vacila, fraqueja face a interesses instalados. Aplica mal. É mesmo possível que, no detalhe, o programa tenha sido mal desenhado. Em desespero, dir-se-á: isto é mau, mas ainda assim preferível à alternativa.

José Castro Caldas e João Ramos de Almeida em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 113 | II série | Março de 2016)

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