do Gr. photós + páthos

As metamorfoses da dívida africana (p. 32)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 29/06/2016

No âmbito da iniciativa Países Pobres Muito Endividados, lançada em 1996, trinta e seis países, dos quais trinta países africanos, beneficiaram de uma redução de um total de 76 mil milhões de dólares do serviço das suas dívidas bilaterais e multilaterais. Contudo, segundo o Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), estas medidas são um engano: o stock da dívida da África subsariana passou de 2 mil milhões de dólares em 1970 para 331 mil milhões de dólares em 2012.

Sanou Mbaybe em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 103 | II série | Maio de 2015)

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Uma resposta

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  1. Harmódio said, on 29/06/2016 at 12:24 PM

    Ninguém pensava que se ia abdicar de uma ferramenta de poder como essa… os “perdões” parciais de dívida costumam ocorrer apenas na medida em que o pagamento do juro se torna manifestamente impossível – o que poderia levar a um cenário de anulação unilateral das obrigações. Desta forma o credor parece mais humano mas mantém o seu poder.

    Mais que isso a proliferação de dívida é útil pois facilita a criação de “dinheiro” através da desmultiplicação do capital inicial em incontáveis veículos de investimento especulativo que rendem não só dividendos como comissões a quem os negoceia ou emite.


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