do Gr. photós + páthos

Imigração seleccionada à japonesa (p. 32)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 14/07/2015

Adepto do princípio do direito de sangue, o Japão abriu as suas portas aos nikkeijin, os descendentes de japoneses, que voltam de países para onde emigraram os seus pais na primeira metade do século XX, como o Brasil. As empresas vão recrutá-los localmente, mas oficialmente trata-se de uma espécie de «regresso ao país». Têm sangue japonês e, a maior parte, traços japoneses; e parecem prontos a fundir-se com a população. Mas as coisas passaram-se de modo diferente.

O número aumentou de nikkeijin, sobretudo brasileiros, aumentou rapidamente, de quinze mil quando a lei foi votada, em 1989, para mais de trezentos mil em 2007. Concentraram-se em seis dos quarenta e sete distritos do país […]. A concentração também teve impacto no tipo de habitação, em razão da discriminação no sector de arrendamento privado. Estes brasileiros semelhantes a japoneses não falam japonês e são por isso considerados analfabetos.

[…] Com a crise de 2008, muitos dos nikkeijin foram despedidos. O governo disponibilizou uma ajuda para o regresso ao Brasil com o compromisso de não regressarem solicitando o mesmo estatuto.

Marc Humbert em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 99 | II série | Janeiro de 2015)

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