do Gr. photós + páthos

O mito da competitividade (p. 9)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 19/10/2012

Desde a Estratégia de Lisboa, que em 2000 fixou um «novo objectivo» para a União Europeia — «tornar-se a economia do conhecimento mais competitiva e mais dinâmica do mundo» –, até aos «Acordos Competitividade-Emprego» lançados pelo presidente Nicolas Sarkozy no fim do seu mandato, e desde as injunções à «competitividade fiscal» do patronato britânico até aos planos de «competitividade industrial» do seu homólogo espanhol, a palavra «competitividade» anda na boca de toda a gente. Já não é apenas uma questão de gestão de empresas, uma vez que também as cidades, as regiões e, mais ainda, as nações têm agora de concentrar as suas energias neste objectivo prioritário.

Para o conseguirem, os nosso autarcas e governantes são convidados a inspirar-se nas teorias de gestão desenvolvidas nas escolas comerciais norte-americanas: controlo dos custos de produção («competitividade-custo»), benchmarking (os países são comparados e classificados como empresas em meio concorrencial), marketing territorial (os territórios devem «vender-se»), procura de financiamento (atracção dos capitais)… À medida que o uso destas ferramentas se propaga, a competitividade impõe-se como o novo aferidor do desempenho dos territórios na globalização.

Gilles Ardinat em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 72 | II série | Outubro de 2012)

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