do Gr. photós + páthos

Código da vida arriscada (p. 7)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 14/07/2012

[…] a admissão forçada de que a precariedade deve ser, não uma pena social que se suporta como uma necesidade a transpor, mas um estilo de vida estimulante, benignamente competitivo, com o desemprego a espreitar novas oportunidades, altamente compensatórias. Afinal, o risco foi sempre um óptimo remunerador. Contudo, numa sociedade profundamente desigual, seja em termos de rendimentos seja em termos de qualificações, de deficiente mobilidade social, com uma extensão de pobreza endémica que atinge um quinto da população (de acordo com o Eurostat, cerca de 9% da população portuguesa sofria, em 2011, de privações materiais severas), e num ambiente económico fortemente recessivo, esta é uma representação errada e violentadora de uma dimensão básica da existência das populações — o seu futuro. Em permanente risco, é-lhes subtraída a possibilidade de conceberem um futuro e planearem um projecto de vida.

André Barata em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 69 | II série | Julho de 2012)

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