do Gr. photós + páthos

Agota Kristof

Posted in diálogos by Paulo S. on 29/07/2011

Soube hoje que tinha morrido, Agota Kristof (n. Csíkvánd, 30 de outubro de 1935 – m. Neuchâtel, 27 de julho de 2011).

Actualmente não me resta muita esperança. Dantes, procurava, mexia-me a todo o instante. Esperava alguma coisa. O quê? Não sabia. Mas pensava que a vida não podia ser o que era, ou seja, o mesmo que nada. A vida devia ser alguma coisa e eu esperava que essa coisa chegasse, procurava-a.

Agora penso que não há nada por que esperar, então, fico no meu quarto, sentado numa cadeira, não faço nada.

Penso que existe vida lá fora, mas nessa vida nada se passa. Pelo menos para mim.

KRISTOF, Agota, Hier (1995), Ontem, Trad. Diogo Madre Deus, Lisboa, Cavalo de Ferro, 2003, p. 29.

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Uma resposta

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  1. […] de descobrir pelo Paulo Serra que, sete dias após eu ter escrito este post, morreu Agota […]


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