do Gr. photós + páthos

praza #01

Posted in sugestões by Paulo S. on 10/12/2008

O conceito de “prozine” é-me recente no vocabulário, e foi-me introduzido pela descoberta da praza – prozine de fotografia contemporânea. É uma prozine semestral gratuita (distribuida pela zona norte: Braga, Gaia, Guimarães, Porto, Vila do Conde, Vila Real, V. N. de Famalicão e nas cadeias de lojas FotoSport, Las Kasas, FNAC). O seu director, Vítor Boura Xavier, explica no editorial da nº0 (Maio de 2008) que a praza «tem por objectivo divulgar a prática fotográfica contemporânea. Um lugar para o prazer de ver e ser visto mas também um convite à leitura, à reflexão e ao debate.». E eu fiz-me de convidado e participei na nº1 (Novembro de 2008) que tem como tema “outras realidades”.

Participei com um pequeno ensaio, que é o primeiro de um estudo, que estou a começar a trabalhar, sobre Fotografia e Cinema (isoladamente e na sua relação) e a noção, ou noções, de realidade (ou deverei escrever com letra maíscula?), isto numa definição muito sintética.

Sendo eu um adepto do design simples a praza fornece-me isso, para além de que as capas como conjunto funcionam muito bem (se continuarem a seguir a mesma linha de design das duas últimas). Dá vontade de coleccionar!


A questão não é: como posso eu alterar a realidade. Pois não pode ser assim tão fácil. A questão que cada um que fotografa tem que colocar é: como posso eu negar a realidade.

SERRA, Paulo, “Na fotografia: Outras realidades”, praza – prozine de fotografia contemporânea, nº 1 (2008), p. 3.

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2 Respostas

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  1. Luis Farrolas said, on 10/12/2008 at 7:31 PM

    E onde e’ que um tipo normalzinho, do sul, arranja esta praza? :|

  2. Sérgio Santos said, on 19/01/2009 at 4:22 PM

    Tive o prazer de ter este número nas minhas mãos. Parece ser, realmente, uma boa revista para o que se dedica e não procura ser mais ou melhor, antes diferente.

    Como amante da fotografia e do cinema, devo dizer que simpatizei bastante com ela e até vou procurar participar nela.

    Quanto à(s) realidade(s) da fotografia e cinema, penso que seria melhor abordar num ponto de vista do original. Principalmente nestas duas artes visuais há a problemática do original. Ou seja, a fotografia ou o cinema é uma representação do real, do original, ou é, em si mesmas, uma outra realidade? Facto é que, falando exclusivamente do fotógrafo, este está sempre a compor. Numa imagem aparece somente o que ele deseja. Mas conta tanto o que decide aparecer como o que decide não aparecer. Sendo assim, como podemos atribuir os adjectivos “original” ou “real” a uma peça que nunca irá demonstrar a perfeição a quatro dimensões a que nos acostumamos a viver? Mas isso são já questões mais aprofundadas.

    Não procuro ser um bom teórico mas sim um bom praticante de fotografia e também de cinema. Cada um complexo, cada um interessante.


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