do Gr. photós + páthos

(as) idiopatias do amor [fragmentos]

Posted in filosofia by Paulo S. on 05/04/2007

p.3: «Kim-Diêu disse que “tudo é sagrado”, tudo menos ela, digo eu. Tudo é amor, a guerra está cheia de amor […]»

p.5: «[…] isto é, tu amas/apaixonas-te por uma mulher (ou homem, ou animal, ou coisa) por muitas coisas inclusive pelas suas características. Com o passar dos anos, tu muda-la, ou fá-la mudar – reacção contra reacção – começam-se a entender alterando mutuamente as suas características. Passados uns anos, tu continuas apaixonado mas o corpo já não é o mesmo, as características mudaram, umas por tua culpa, outras foram naturalmente alteradas (as alterações fisiológicas diárias).»

p.6: «E algum apaixonado (ao ler isto que acabei de escrever) estará a perguntar-se, e eu? O que estou a viver com a minha amada é o quê?»

p.8: «Defendo pois que o amor existe somente nas barreiras do pensamento/imaginação e fora dele/a existem/permanecem apenas tentativas. Tentativas frustradas que existem há séculos, segundo a história. Então acredito que o amor de Romeu e Julieta existiu mesmo? Sim acredito, ou melhor, acredito que esse amor existiu mas apenas no pensamento de Shakespeare, se foi ele mesmo que o (amor) pensou. Dito isto, o amor de Romeu e Julieta acabou no momento em que começou a ser escrito.»

p.10: «Na esperança de rebentar, mantenho-me. Para uns é a noite, para outros tantos as tardes, para poucos é a manhã.»

p.12: «O porquê do não-amar?»

p.18: «[…] sexo é sexo, não é amor. A prática livre, poderá ser uma aproximação ao amor, ao caminho do amor. Sem pré-conceitos alguns.»

pp. 21-22: «o beijo como símbolo (cinematográfico, publicitário, etc.) do amor na maioria das sociedades é algo que resulta do que essas mesmas sociedades são e do que se afastam.» [a questão da alienação; provocada fora do campo do amor]

p.25: «[…] a busca de um outro quando o mal está em si-mesmo e não o vai mudar – irá mudar somente o outro.»

p.28: «“Amor não é necessidade.” (optei por não referir o autor)»

p.30: «Amor não é alívio, nem resposta a qualquer trauma, vida ou dor.»

pp. 31-32: «[…] do nada que é tudo e do tudo que é um pouco do nada. O que resta é o espaço, na diferença.»

p.32: «Uma pessoa dá-me inúmeras paixões, aquelas que os meus olhos a vejam.»

p.35: «[…] em 5 anos 5 amores, talvez 50.»

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