do Gr. photós + páthos

sobre o contrato social / a família

Posted in aos pares by Paulo S. on 21/02/2017

Posted in filosofia, livros emprestados by Paulo S. on 12/02/2017

Tudo o que isto sugere e que os conservadores de hoje não são mesmo conservadores. Apesar de apoiarem incondicionalmente a autorrevolução contínua do capitalismo, querem apenas que este se torne mais eficiente, suplementando-o com algumas instituições tradicionais (a religião, por exemplo) de modo que se reduzam as suas consequências negativas na vida social e se mantenha a coesão social. Actualmente, um verdadeiro conservador e aquele que admite sem reservas os antagonismos e becos sem saída dos capitalismos globais, aquele que recusa o simples progressismo e que está atento à face negativa do progresso. Neste sentido, actualmente, só um radical de esquerda pode ser um verdadeiro conservador.

ZIZEK, Slavoj, Trouble in Paradise (2014), Problemas no Paraíso — o comunismo depois do fim da história, Trad. C. Santos, Lisboa, Bertrand Editora, 2015, p. 34.

caderno 16 I

Posted in cadernos by Paulo S. on 04/02/2017

Delatores em pantufas (p. 39)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 31/01/2017

No Reino Unido, a empresa Internet Eyes lançou, em 2009, uma iniciativa idêntica, proposta como uma espécie de jogo aberto a todos os internautas. Também neste caso, o objectivo é vigiar lojas e ruas, identificando eventuais infracções. Para participar e aderir à rede, os voluntários têm de pagar uma pequena taxa mensal. Uma vez verificada a sua identidade, têm acesso às imagens de quatro câmaras de vigilância que são exibidas no seu computador.

Sentados no sofá, os aderentes observam em directo através do olho das câmaras. Se detectam um roubo, uma agressão, um comportamento suspeito, clicam num botão de alerta. A imagem fica então parada e eles podem ampliá-la para verificar. Em seguida, o gerente da loja recebe uma mensagem com a imagem captada. Se ele considerar este alerta útil, são creditados ao internauta delator três pontos. Se ele pensar que o alerta foi justificado, mesmo que afinal não tenha havido infracção, o internauta recebe um ponto. Em contrapartida , se o comerciante considerar o alerta injustificado, o «vigilante» perde pontos. No fim de cada mês, a Internet Eyes promete ao espião que tiver detectado mais fraudes ou roubos uma recompensa que pode ir até às 1000 libras esterlinas…

Ignacio Ramonet em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 110 | II série | Dezembro de 2015)

a burocracia / rima pobre

Posted in aos pares by Paulo S. on 18/01/2017

Posted in filosofia, livros emprestados by Paulo S. on 09/01/2017

Não falo da velocidade que se desloca de um ponto a outro, mas da velocidade que não se move, da própria velocidade.

COCTEAU, Jean, Visão Invisível, Trad. Aníbal Fernandes, Lisboa, Assírio & Alvim, 2005, p.73.

Posted in vídeo by Paulo S. on 02/01/2017

James Vincent McMorrow – Cavalier

Crescimento, um culto em vias de extinção (p. 22)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 28/12/2016

Como pretender ser exemplar sobre o clima ligando tudo ao crescimento? Esta contradição não perturba um grande número de dirigentes, que partilham uma nova religião: o «crescimento verde», esta transição que supostamente estimula o crescimento, que por sua vez estimula a transição.

Jean Gadrey em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 109 | II série | Novembro de 2015)

Posted in filosofia by Paulo S. on 05/12/2016

Kate pensou que ele tinha escrito as suas peças ali. Passara muito tempo encostados à janela, com um cigarro na mão, e tentara compreender qualquer coisa… Era o que fazia na vida, tentar compreender melhor algumas pequenas coisas. Antes de morrer.

PEREIRA, Ana Teresa, As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães, Lisboa, Relógio D’Água Editores, 2013, pp. 74-75.

Rebentar as algemas mediáticas (p. 18)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 30/11/2016

E quando, a 27 de Agosto, os credores ocidentais, intratáveis no caso da dívida grega, aceitaram o apagamento de uma parte da dívida da Ucrânia, que grande diário económico avaliou o que este abandono de créditos podia custar a «cada francês», italiano, lituano, etc.? Que canal de televisão se apressou a recolher, num dos seus heróicos passeios de microfone, as reacções de transeuntes aterrorizados por imaginarem a espoliação que um tal perdão da dívida significaria para eles?

Serge Halimi em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 108 | II série | Outubro de 2015)