do Gr. photós + páthos

Posted in filosofia by Paulo S. on 05/12/2016

Kate pensou que ele tinha escrito as suas peças ali. Passara muito tempo encostados à janela, com um cigarro na mão, e tentara compreender qualquer coisa… Era o que fazia na vida, tentar compreender melhor algumas pequenas coisas. Antes de morrer.

PEREIRA, Ana Teresa, As Longas Tardes de Chuva em Nova Orleães, Lisboa, Relógio D’Água Editores, 2013, pp. 74-75.

Rebentar as algemas mediáticas (p. 18)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 30/11/2016

E quando, a 27 de Agosto, os credores ocidentais, intratáveis no caso da dívida grega, aceitaram o apagamento de uma parte da dívida da Ucrânia, que grande diário económico avaliou o que este abandono de créditos podia custar a «cada francês», italiano, lituano, etc.? Que canal de televisão se apressou a recolher, num dos seus heróicos passeios de microfone, as reacções de transeuntes aterrorizados por imaginarem a espoliação que um tal perdão da dívida significaria para eles?

Serge Halimi em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 108 | II série | Outubro de 2015)

Baskets (2016)

Posted in stills by Paulo S. on 21/11/2016

Posted in filosofia by Paulo S. on 10/11/2016

O companheiro demorou-se um instante no termo civilizado. A burguesia de 1900 que, em caso de falência, punha luto e deixava crescer as barbas, usava honra como termo-chave, termo sagrado, como termo-tipo. Os folhetins de porta em porta ainda hoje gastam essa palavra por tudo e por nada: a honra dos pobre, a honra do nome, o preço da honra.

Vieram duas guerras, nada menos que duas, e logo à primeira, com a subida à Banca de candongueiros e novos-ricos, o termo foi-se. À segunda guerra, pior. Os candongueiros que estavam defenderam-se à custa de leis e de aparatos de interesse público dos candongueiros que queriam subir. E passaram a usar palavras mais de raposa e menos de lobo: correcto, capaz, prestigioso, termos em que não se empenha tanto a moral do indivíduo. Um sujeito correcto, um cidadão prestigioso, um político capaz. Mas civilizado é mais engenhoso ainda. Justifica tudo e dá grandeza.

CARDOSO PIRES, José, O Anjo Ancorado (1958), 5ª edição, Lisboa, Moraes Editores, 1977, pp. 139-140.

Posted in filosofia by Paulo S. on 03/11/2016

S. Tomás dizia que entre haver dois anjos e um anjo e uma pedra é melhor que haja um anjo e uma pedra. Pelo princípio da bondade da criação, que tem que ver com a diferença.

Maria Filomena Molder em entrevista no Jornal de Letras, Artes e Ideias (#1201), Outubro de 2016, pp. 24-25.

Resistir à uberização do mundo (p. 10)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 26/10/2016

Ilustração vinda de Barcelona: como muitas instituições culturais espanholas, um clube de stand-up (one-man-show humorístico), o Teatreneu, regista uma diminuição de públicos desde que o governo, procurando desesperadamente cobrir as suas necessidades de financiamento, decidiu aumentar o imposto sobre as vendas de bilhetes de 8% para 21%. Os administradores do Teatreneu encontraram então uma solução engenhosa: estabelecendo uma parceria com a agência de publicidade Cyranos McCann, equiparam as costas de cada cadeira com tablets de última moda capazes de analisar as expressões faciais. Com este novo modelo, os espectadores podem entrar gratuitamente, mas têm de pagar 30 cêntimos por cada riso reconhecido pelo tablet — estando a tarifa máxima fixada em 24 euros (ou seja, 80 risos) por espectáculo.

Evgeny Morozov em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 107 | II série | Setembro de 2015)

Posted in vídeo by Paulo S. on 18/10/2016

Helado Negro – Mitad De Tu Mundo (Live on KEXP)

Posted in filosofia by Paulo S. on 04/10/2016

Temos de entrar em nós próprios armados até aos dentes.

VALÉRY, Paul, Monsieur Teste (1926), O Senhor Teste, Trad. Aníbal Fernandes, Lisboa, Relógio D’Água, 1985, p. 101.

Do operário ao artista como trabalhador (p. 6)

Posted in Le Monde diplomatique by Paulo S. on 30/09/2016

Frequentemente associada à ideia de inovação económica — mais do que de produção cultural ou artística –, a criatividade encontra-se no centro das actuais políticas do território, de forma interligada com outros sectores, como a cultura ou o emprego.

[…]

Da mesma forma, torna-se cada indivíduo como um empreendedor criativo em potência. A figura do artista, tida comummente como subversiva e marginal, passou a construir-se como modelo de trabalhador do presente. na forma do empreendedor criativo, mediante um aproveitamento do seu estatuto em termos de autonomia intelectual.

Mariana Rei em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 106 | II série | Agosto de 2015)

versão XLI

Posted in versões/covers by Paulo S. on 26/09/2016


G5 Smiley – In The Air Tonight (Original de Phil Collins)