do Gr. photós + páthos

4/4/2007 – 11/3/2018

Posted in Uncategorized by S. Paulo on 11/03/2018

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Em nome da lei… americana (p. 36)

Posted in Le Monde diplomatique by S. Paulo on 26/02/2018

[…] a 29 de Setembro de 2016, o Justice Sponsores of Terrorism Act, aprovado pelo Congresso, que se opôs ao veto do presidente Barack Obama, permitiu que qualquer vítima do terrorismo nos Estados Unidos processasse um Estado directa ou indirectamente ligado a actos da mesma natureza perpetrados em solo americano. A priori, esta lei visava a Arábia Saudita, por não ter controlado os seus cidadãos que cometeram os atentados de 11 de Setembro; mas ela pode conduzir a acções contra qualquer Estado, que é considerado responsável, mesmo que indirectamente, pelos actos dos seus cidadãos. O texto contradiz o princípio de soberania das nações, na medida em que mistura responsabilidade individual e responsabilidade colectiva.

Jean-Michel Quatrepoint em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 123 | II série | Janeiro de 2017)

Posted in filosofia by S. Paulo on 16/02/2018

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LONGE
(1914)

 

Quisera evocar esta lembrança…
Mas já se esvaiu… como se nada restasse —
porque jaz longe, nos primeiros anos da juventude.

Uma pele como que feita de jasmim…
Essa noite de Agosto — seria Agosto? — essa noite…
Apenas lembro por fim os olhos; eram, creio, azuis…
Ah, sim, azuis! — um perfeito profundo azul.

 

KAVÁFIS, Konstatinos, 145 Poemas, trad. Manuel Resende, Porto, FLOP, 2017, p. 93.

Posted in diálogos by S. Paulo on 07/02/2018

música
Conan Osiris – adoro bolos

Posted in filosofia by S. Paulo on 04/02/2018

Se bem que para todos os casos há um saudável remédio: viver. Viver, que é amar o menos possível, dormir o mais possível, esperar o menos possível, fazendo de conta que não se vive.

TARIO, Francisco, Equinoccio (1946), Equinócio, trad. Rui Manuel Amaral, Lisboa, Língua Morta, 2015, p. 26.

O triunfo do estilo paranóico (p.12)

Posted in Le Monde diplomatique by S. Paulo on 29/01/2018

Durante muito tempo inscrito nas listas eleitorais como democrata, torna-se republicano apenas em 2009. Durante a sua efémera batalha para a nomeação deste partido em 2012, ele impõem-se como porta-voz dos que contestam a legitimidade do primeiro presidente negro da história americana, alegando que Barack Hussein Obama não teria nascido nos Estados Unidos. O presidente acabou por tornar pública toda a documentação relativa ao seu nascimento, mas as provas fornecidas não foram suficientes para acabar com a polémica alimentada por uma poderosa «indústria do fantasma».

Dinesh D’Souza, nascido na Índia, e naturalizado americano, é um dos ideólogos desta direita obcecada pelos perigos da emigração. Produziu imensos livros e documentários destinados a semear a dúvida sobre a «americanidade», ou mesmo o patriotismo, de Obama.

Ibrahim Warde em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 122 | II série | Dezembro de 2016)

Posted in filosofia by S. Paulo on 17/01/2018

Para que penetro no licor das almas, se apenas lhes revolvo as impurezas?

MARMELO E SILVA, José, Sedução (1937), 3ª edição, Lisboa, Estúdios Cor, 1960, p. 80.

Posted in fotografia by S. Paulo on 10/01/2018

Posted in livros emprestados by S. Paulo on 03/01/2018

O olhar pisado-mortiço do papá, sentado na cama, olhando-me sem palavras, pensando «tenho pouco tempo. Estás aí cheia de vida e sou um peso». Tudo isto sem palavras porque foi a minha culpa que as inventou. Terá o papá realmente pensado o que li nos seus olhos ou o que neles vi eram golpes da minha consciência? A culpa. O olhar moribundo vivo do papá querido. Uma vez e outra vez. Outra ainda.

FIGUEIREDO, Isabela, A Gorda, Lisboa, Editorial Caminho, 2016, p. 120.

Haiti, a impostura humana (p. 18)

Posted in Le Monde diplomatique by S. Paulo on 27/12/2017

Em 12 de Janeiro de 2010, um tremor de terra de magnitude 7 atingiu o Haiti, fazendo mais de 200 mil mortos e 1,5 milhões de desalojados. O impulso mundial de solidariedade ligado à pressão mediática traduziu-se numa torrente de organizações humanitárias, que transformou o Haiti na «república das ONG». Mas o essencial dos 10 mil milhões de dólares (cerca de 7,2 mil milhões de euros) prometidos nunca chegou: o montante misturava empréstimos, somas já orçamentadas, anulações de dívidas e promessas de donativos (nem sempre mantidas). A ajuda transformou-se num mercado.

Frédéric Thomas em Le Monde diplomatique – edição portuguesa (nº 121 | II série | Novembro de 2016)