«Eu serei a bola»
«Jean-Luc Godard:
Quanto tempo é que esta bobina tem?…Bom.
[...]
Estou aqui sentado diante da câmara, mas na realidade estou, na minha cabeça, atrás dela. O meu universo é o imaginário e este é uma viagem de trás para a frente, de lá para cá. E, como o Wim, eu sou um bom viajante.»
em “Chambre 666″ (Maio de 1982), A Lógica das Imagens, Wim Wenders.
por a Célia
CAMPOS, Álvaro de, Notas para a Recordação do meu Mestre Caeiro, Lisboa, Editorial Estampa, 1997.
p. 51: “Comamos, bebamos e amemos (sem nos prender sentimentalmente à comida, à bebida e ao amor, pois isso traria mais tarde elementos de desconforto)”
“Nada: a paisagem, um copo de vinho, um pouco de amor sem amor, e a vaga tristeza de nada compreender e de ter que perder o pouco que nos é dado.”
p.62: “Um homem não é uma cara mas tem que ter uma cara para ser homem.”
por o Nuno
Thomas Bernhard: “Uma pessoa que, por natureza, seja rouca durante toda a vida dificilmente poderá vir a ser um cantor de ópera. É assim em tudo”, p. 28, Em conversa com Thomas Bernhard, Kurt Hofmann.
Pois assim me sinto eu que, por natureza, não li nada durante toda a vida e agora quero ser filósofo. Entenda-se, ler e não viver. Deixar de ser eu para ser outra coisa, talvez. Desejos estranhos estes..
p. 60: “A sorte, creio eu, está tão distribuída como a infelicidade, toca a toda a gente. Sorte é uma coisa relativa. E até mesmo o perneta tem sorte, porque justamente ainda tem uma perna.”