do Gr. photós + páthos

praza #02

Publicado em Fotografia, sugestões por Paulo S., em Maio 27, 2009

O segundo número da praza já está na rua. Continua a ser uma das publicações periódicas que mais gosto. Vai muito de encontro com o que tento fazer com a entre o vivo, o não-vivo e o morto, mas no campo da fotografia (que é um campo onde me movo e me gosto de mover), e o grafismo meio “jornalesco” apraz-me. Sendo cada número temático, o #2 é sobre “Anónimos”. No começo do editorial, Vítor Boura Xavier (o director da praza) diz:

Não existe fotografia sem alguma coisa ou alguém, mesmo que esse alguém esteja desprovido de personagens ou representações. O anónimo, carregado de signos que se alteram como o leito de um rio, é sempre alguém que não vemos.

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Jorge Molder sobre branco

Publicado em Filosofia, Fotografia por Paulo S., em Maio 22, 2009

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Chamei-lhe Pinocchio porque tem a ver com dois temas: um, a progressão do estado da memória, da matéria e da morte. O outro é o que significam os sentimentos [...]

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O meu trabalho tem a ver com o fingimento.

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No fundo, talvez seja a questão que também me coloco a mim próprio: o branco será mais assustador que o negro?

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O que me interessa são as transições e a carga afectiva.


Jorge Molder em entrevista sobre a sua nova série Pinocchio em exposição no Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 (Lisboa); CUNHA,  Sílvia Souto, “Noites brancas”, Visão (nº846).

Mike Tyson

Publicado em tiras por Paulo S., em Maio 13, 2009

Para além da pessoa/personagem, os feitos (dentro e fora do ringue), a imagem, os mitos. Para além disso tudo, o que realça na minha memória é esta frase:

I’ll fuck you ’till you love me, faggot!!

Mike Tyson dirigindo-se para um jornalista, no final da conferência de imprensa de apresentação dos dois lutadores (Lennox Lewis vs. Mike Tyson) para o Campeonato do Mundo de Pesos-pesados, em Nova-Iorque a 22 de Janeiro de 2002.

Temos Žižek à portuguesa? Não, mas já é alguma coisa.

Publicado em Filosofia por Paulo S., em Maio 11, 2009

Experimentem tirar o som aos dois – eu já experimentei – e vejam a mímica e a expressão de cada um. Sócrates tem uma expressão corporal – o dedo está sempre apontado – que mostra como ele é um indivíduo fortemente emocional, com o claro predomínio de sentimentos de conflito e de agressividade. Cavaco praticamente não se mexe, não faz gestos, o riso é sempre difícil, há uma autocontenção muito forte. Tudo isto, num e no outro, é da ordem do sintoma.

Sobre Cavaco Silva:

O Presidente da República é claramente uma personalidade obsessiva, marcada pelo isolamento das emoções e a distancia. O contacto dele é de defesa emocional em que raramente deixa transparecer um emoção.

[...]

criou o mito do politico antipolítico, ele próprio faz questão de afirmar aos portugueses que até ganhou as eleições no Congresso do PSD na Figueira da Foz porque foi estrear o carro… Isto marco o seu estilo, cuidadosa e milimetricamente calculado.

Sobre José Sócrates:

Sócrates é mais fácil de perceber. Até a própria escolha do nome – Cavaco é o Sr. Silva; Sócrates excluiu o nome do pai e da mãe – só esse simples exercício é da ordem do sintoma: ele é ele, o nome do pai e o nome da mãe não fazem parte do seu nome oficial.

Sobre Manuela Ferreira Leite:

Manuela Ferreira Leite nunca descolou do mundo no qual ela própria foi criada, o que também se reflecte na maneira como olha para a área social – com algumas gafes, como o casamento ser para reprodução ou a ideia de um intervalo na democracia…


Carlos Amaral Dias em entrevista na “Revista Única”, Expresso (#1906), 9 de Maio de 2009.

ter um estilo é não poder fugir dele

Publicado em Filosofia, geração por Paulo S., em Maio 8, 2009

A Marta quer fazer uma t-shirt com esta frase, diz-me que tem citado muito esta frase e que já merecia t-shirt. Será que vai haver t-shirt?

estilo_blogpor Marta Teixeira da Silva (mais conhecida como Marta de Macau)

ter um estilo é não poder fugir dele é o título de um conjunto de escritos que vou coleccionando/adicionando desde 2006, que inclui cartas (uma delas é carta aberta, já aqui publicada) e o resto são textos em tom auto-biográficos. A particularidade deste conjunto é a de todos os textos serem escritos num dia ou em dias (no máximo em 3 dias). Aqui vai um pequeno índice:
1. Eles queriam uma família (enquanto) eu queria uma geração: eu desacreditado/curto ensaio desacreditado (2 e 31 de janeiro de 2007)
2. Carta ao Nando (3 de Novembro de 2006)
3. Ipod’s, em quatro patas numa espiral sem fim: Ensaio breve sobre o materialismo (4 de Outubro de 2006)
4. negra lama: Ensaio cada vez mais autobiográfico (28, 30 e 31 de Março de 2008)
4.1 Carta aberta ao Chovem Projectos (28 de Agosto de 2007)
5. por dentro sinto-me uma mulher africana: entre a passividade e a livre prisão de expressão (24, 26 e 28 de Maio de 2008)

Publicado em Fotografia por Paulo S., em Maio 3, 2009

rui

O Rui Alberto pediu-me para lhe tirar uma fotografia, ele precisava de enviar para a Turquia. Para o projecto Cümle Frase (http://cumlefrase.blogspot.com/), uma “Folha Mensal de Poesia” (http://cumlefrase.blogspot.com/2008/12/cmle-frase.html; onde se pode ver os seus objectivos). Ele não me disse como gostaria de ficar, eu dei-lhe as indicações – ele cumpriu- e saiu isto. Era para definir o “ar” dele na fotografia, mas desisti.
(fotografia tirada a 30 de Abril de 2009)

«I want to give you my milk…»

Publicado em vídeo por Paulo S., em Maio 1, 2009

Uma nova versão (alargada) da música “Milk” do álbum Noah’s Ark