senhoras e senhores, apresento-vos…
…Circo de Viana!!!
A ideia do Circo de Viana começou fora do país (com o Pedro Oliveira e eu), mas só se podia dar cá dentro, chamemos-lhe tentativa de implosão. Em Novembro de 2007 nasceu a ideia, e os seus objectivos foram disparados como se fossem de uma metralhadora. Há uns dias atrás o manifesto ficou concluído e apresenta-se, por agora, em forma de blog: circodviana.wordpress.com. Comentem, insultem, cuspam, aplaudam, mas não fiquem inertes!
The Joker: 3 e o círculo
A personagem The Joker sofreu a evolução do fantástico para se aproximar ao real. Falo da sua caracterização. Os ternos (de cores espampanantes ou não) perduram entre as personagens; mas esta última personagem, a minha favorita, tem um toque de decadência que a separa a milhas da que foi trabalhada por Jack Nicholson, mas que se assemelha de uma forma não tão “limpa” da primeira personagem do programa televisivo. Será que o círculo foi fechado?

Cesar Romero (1966/68)

Jack Nicholson (1989)

Heath Ledger (2008)
Desnos
Revejo agora Robert Desnos na época chamada, por aqueles de entre nós que a conheceram, época dos sonos. Desnos «dorme», mas escreve, fala. Isto passa-se à noite, em minha casa, no atelier por cima do cabaret do Céu. Lá fora grita-se: «É entrar, é entrar! Venham ao Gato Preto!». E Desnos continua a ver o que eu não vejo, o que só vejo à medida que ele mo vai mostrando. Para isso, toma frequentemente de empréstimo a personalidade do homem vivo mais raro, mais infixável, mais mistificador, do autor do Cemitério de Uniformes e librés: Marcel Duchamp, que ele nunca viu. O que Duchamp passava por mais inimitável através de alguns misteriosos «jogos de palavras» (Rrose Sélavy) volta a encontrar-se em Desnos em toda a sua pureza e toma de súbito extraordinária amplitude. Quem não o viu assentar o lápis no papel, sem a menor hesitação e com prodigiosa rapidez, aquelas surpreendentes equações poéticas, quem não pôde, como eu, assegurar-se da sua espontaneidade, da ausência de premeditação que as caracterizava, mesmo se for capaz de lhes apreciar a perfeição técnica e avaliar o maravilhoso voo, não pode fazer ideia do que isso então representava, do valor absoluto de oráculo que assumia. Era preciso que um dos assistentes a essas inúmeras sessões se desse ao trabalho de descrevê-las com precisão, de as situar na sua verdadeira atmosfera. Mas ainda não chegou o momento de se poder evocá-las sem paixão. De tantas entrevistas que Desnos, de olhos fechados, me marcou para mais tarde com ele, com outro ou comigo mesmo, não há só uma de que me sinta com coragem de faltar, nenhuma onde não tenha a certeza de encontrar, nos lugares mais insólitos e às horas mais inverosímeis, quem ele me disse.
BRETON, André, Nadja (1964), Trad. Ernesto Sampaio, Lisboa, Editorial Estampa, 1971, pp. 25-27.

geração XVII
We’ll make things right, we’ll feel it all tonight
Smashing Pumpkins em Tonight, Tonight
definição de homem moderno
[...] bajo la hipnosis del progresso y del pensamiento único [...]
Enrique Vila-Matas em París no se acaba nunca, p.146.

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