no mês de Maio vi…
de Cinema
1 de Maio: Into the Wild (2007) de Sean Penn no Auditório Soror Mariana (Évora)
13 de Maio: [REC] (2007) de Paco Plaza no Lusomundo Alfas Duplex (Évora)
15 de Maio: Persépolis (2007) de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud no Auditório Soror Mariana
27 de Maio: Nobody Knows (2004) de Hirokazu Koreeda no Auditório Soror Mariana
28 de Maio: Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008) de Steven Spielberg no Lusomundo Alfas Duplex
de Filmes
24 de Maio: Saw IV (2007) de Darren Lynn Bousman
25 de Maio: Stranger Than Fiction (2006) de Marc Forster
26 de Maio: Dans le noir du temps de Jean-Luc Godard em Ten Minutes Older: The Cello (2002) de Bernardo Bertolucci
de Dança
10 de Maio: De mim não posso fugir, paciência!!! de Tânia Carvalho no Blackbox (Montemor-o-Novo)
17 de Maio: Holeulone de Karine Ponties no Teatro Garcia de Resende
Não vi nenhum espectáculo de teatro ou concerto de música. Ora isto, tal como as verdades na estatística, pode dar uma imagem (conclusão) errada de mim. Será?
Tagebücher

não sei quantos anos demorei a ler os seus diários (mais de 3 anos foram, de certeza)

o Rei no seu reinado final
ao vivo no “International Hotel” em Las Vegas, 1970
Em criança algo me fascinava neste vídeo, ainda agora gosto de o ver e rever. Havia algo neste vídeo que se destacava e se diferenciava dos outros vídeos que davam na altura. É preciso lembrar que este vídeo é realizado durante 1970, e eu devo tê-lo visto pela primeira vez em 1985/6 (vou arriscar nesta data).
Basicamente eram os pormenores técnicos que me seduzia o olhar, os planos no meio da multidão para me fazer sentir parte da assistência, como um ter estado lá. Certos enquadramentos muito “fílmicos” e não tanto de “teledisco”. Breves planos a captar os sentimentos e manifestações das pessoas. O cuidado com a iluminação, etc. Hoje sei que este vídeo faz parte dum documentário de Denis Sanders com o nome de That’s the way it is.
Mesmo dizendo que ele nos seus espectáculos em Las Vegas se tinha tornado um Liberace, continuava a ser o rei. O promíscuo nos seus movimentos sexuados (a sua alcunha de “Elvis the pelvis” tinha o seu significado) dando ideias às jovens meninas que o poderiam ver ao vivo (histéricas) ou em aparições em programas de televisão. Em Las Vegas já não havia histeria alguma, as meninas deixaram de ser meninas, os sonhos deixaram de ser sonhos, e as ideias que Elvis propagava nos seus movimentos já não tinham alvo, a sua perícia física para efectuar tais movimentos era vista agora como acto de circo ou como parte de um movimento cultural histórico passado, sem qualquer efeito -o promíscuo- nas pessoas.
É sabido que ser artista residente em qualquer casino ou hotel de Las Vegas é uma sentença de morte na carreira (exemplos mais recentes são os de Cher, Prince, Celine Dion, etc.). Actuar todos os dias no mesmo casino/hotel é saber que a sua morte está lá, a cantar com ele no palco, e mesmo assim continua-se a cantar.
Eu vejo isto como uma pequena tragédia grega (se é que posso fazer esta definição diminutiva).
nota: antes deste documentário já Elvis em 1969 tinha estado com uma série de espectáculos no mesmo local, no “International Hotel”.
queria dizer mais mas agora não consigo
na casa de banho do departamento de filosofia da Universidade de Liège (Novembro de 2007)

fotografia tirada por mim desenho por um italiano, acho eu
há uma tendência, da parte dele, em endireitar as cabeças; mas o olhar, a “mirada”, ficou por desenhar.






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