queria dizer mais mas agora não consigo
na casa de banho do departamento de filosofia da Universidade de Liège (Novembro de 2007)

fotografia tirada por mim desenho por um italiano, acho eu
há uma tendência, da parte dele, em endireitar as cabeças; mas o olhar, a “mirada”, ficou por desenhar.
Prenda
por Fruta (Luís Furtado)
prenda de aniversário do ano de 2004 (acho)
hello Paulo! Do you want to be my friend? Play football and hear Marco Paulo, together.
3ptico

esqueci-me de alguém? / queres acrescentar algum?
A proposta da Ariana foi:

geração XV
Falling out of touch with all my
friends are somewhere getting wasted,
hope they’re staying glued together,
I have arms for them.
The National em Green Gloves
Peter Hujar

Candy Darling on ger deathbed, 1974

Susan Sontag, 1975
Paul Thek, 1975

Edwin Denby, 1975

self-portrait with string around neck, 1980
geração XIV
We’re too young to fall asleep
Radiohead em my iron lung
Banksy

Napalm (Artist’s Proof), Banksy, Screenprint on paper (50 x 70 cm), The Andipa Gallery, London, 2004
é isto, um respiro

é isto, um respiro de Paulo Serra, Évora, 30 de Agosto de 2006
Descrição: saco de plástico do hipermercado Feira Nova, contém (aproximadamente) 5/6 anos de snapshots, a cores, preto e branco, polaroids, todas cortadas a tesoura pelo autor.
Pedro Ferreira
ao vivo na S.O.I.R. Joaquim António de Aguiar, Évora, 23 de Julho de 2005.
Conheces a transformação fantástica? Sabes contá-la? Sabes porque me cubro de trevas? Sabes porque oiço a música celestial repetidamente? Será o adiamento? O sentido extremamente esperançoso que a mão eterna que atravessa mesas em busca de copos não pare de repente após a imprevisão.
Só a reprodução ou a seda despojada de uma ideia de entretenimento ou beleza. Só a seda ou a reprodução. Serei eu um filho fabricador de pais? Pertenceremos nós, os que vivemos, ao mesmo a que pertencem os mortos? Porque morrem. E porque morrem os vivos quando acordam da vida?
E a seda escorre salivarmente, e cria um rio onde como uma cama os barcos navegam em fila, e os pais observam os filhos e os filhos transformados em pais observam-se a si próprios e aos seus filhos que se observam a si próprios e se transformam em pais observadores de filhos que se transformam, que navegam sobre as águas, que nascem e morrem repetidamente, e nascem e morrem sobre as águas como pais e filhos, transformando-se. E deixam de morrer porque nascem filhos com pais intrínsecos que se transformam.
Eu estilhaçarei o meu corpo sob um corpo viúvo.
Eu estilhaçarei o meu corpo sob um manto de seda.
E a seguir eu cuspirei a saliva que engoli em forma de outra coisa.
E a saliva vomitarei desde as unhas dos pés até às unhas das mãos, finalizando nos dentes e no cabelo.
E a saliva escorrerá como luz durante vários dias seguidos até estar totalmente dura como o vidro e eu lá dentro afogado.
E nesse instante haverá silêncio - o momento quase solene da última claridade.
para a Maria
numa das páginas do “Doutor Jivago” de Boris Pasternak, Chris McCandless escreveu «happiness only real when shared»



em Into the Wild, Sean Penn, 2007