do Gr. photós + páthos

por jogar esse jogo

Posted in Filosofia by Paulo S. on Abril 28, 2007

[...] dizer algo que achamos de interesse também me torna triste. Triste por saber que sou aquele que obriga o outro a ouvir-me só para que esse outro diga o que quer dizer, só para que esse outro seja ouvido.
E sou aquele que quer dizer algo [...]

As técnicas secretas de Conrad Sims de isolamentos ou lugares isolados

Posted in Filosofia by Paulo S. on Abril 28, 2007

- Como saber identificar tais sintomas? Quantos?
- Devo ajuda-lo se o vir deitado na rua numa quinta-feira à noite?
- E em relação ao recolher, que devo fazer?
- “Tudo tem resposta e assume a sua maneira de ser.”

Falando com o Senhor
Raios partam o Senhor!
- “Aprende a tocar um instrumento, algo que reproduza um som, uma sonoridade.”
- Continua a ser dele?
- “Sim, claro. A tudo lhe pertence.”
- Mas e o olhar?

Eu guardo todas as fotografias que me foram tiradas em criança
Aprendi a odiar cedo, muito cedo
- Que me podes adiantar acerca das técnicas de envergonhamento e não ser envergonhado?
Falando com o Senhor

(2005)

Posted in Filosofia by Paulo S. on Abril 20, 2007

As minhas duas bebés acordaram de meia em meia hora; choravam, pediam coisas sem falar porque não falavam, ainda não têm palavras, são bebés. E o corpo do pai e da mãe, a meio da noite, sentia-se cair, de fraqueza, sem conseguir dormir, com um cansaço tremendo, parecia que as nossas filhas nos torturavam. Passa pela cabeça, é um momento mínimo, menos que um segundo, mas vem por vezes um pensamento de ódio, e é isto o cansaço, é aqui que ele pode chegar.

É preciso ter medo dos homens e das mulheres cansadas. E a cidade é rápida de mais, empurra-nos para o nosso corpo pior (de entre os vários possíveis).

TAVARES, Gonçalo M., água, cão, cavalo, cabeça, Lisboa, Editorial Caminho, 2006, p. 54.

Cassidy Cassidy

Posted in vídeo by Paulo S. on Abril 17, 2007

e quando uma banda faz de uma música feia algo de bonito

versão da Turn Me On do Kevin Lyttle

irmãos Frota

Posted in Fotografia by Paulo S. on Abril 9, 2007

para o fenómeno David “digital” Lynch, muitas folhas de jornal li eu 6ª-feira

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stillframe de Paulo Serra 

Houdini Blues ao vivo na S.H.E. a 25 de Março de 2005

Maki Miyashita

Posted in Fotografia by Paulo S. on Abril 9, 2007

 Da série Rooms and Underwear

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http://makimiyashita.com/cgi-bin/rooms.cgi?pho=1

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Tom Wood e o ímpar do humano

Posted in Fotografia by Paulo S. on Abril 6, 2007

 A sua série LOOKING FOR LOVE (1982-85)

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http://www.thomaserben.com/artists/wood/show_2002/index.html

Liv Carlé Mortensen

Posted in Fotografia by Paulo S. on Abril 5, 2007

Série de fotografias Private showroom

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 A rudez das imagens e a exploração do eu (que eu penso não ser possível fazer-se sozinho). Mas que estética?

[a disposição das fotografias foi minha e não pedi autorização para usar as fotografias à autora]

(as) idiopatias do amor [fragmentos]

Posted in Filosofia by Paulo S. on Abril 5, 2007

p.3: «Kim-Diêu disse que “tudo é sagrado”, tudo menos ela, digo eu. Tudo é amor, a guerra está cheia de amor [...]»

p.5: «[...] isto é, tu amas/apaixonas-te por uma mulher (ou homem, ou animal, ou coisa) por muitas coisas inclusive pelas suas características. Com o passar dos anos, tu muda-la, ou fá-la mudar – reacção contra reacção – começam-se a entender alterando mutuamente as suas características. Passados uns anos, tu continuas apaixonado mas o corpo já não é o mesmo, as características mudaram, umas por tua culpa, outras foram naturalmente alteradas (as alterações fisiológicas diárias).»

p.6: «E algum apaixonado (ao ler isto que acabei de escrever) estará a perguntar-se, e eu? O que estou a viver com a minha amada é o quê?»

p.8: «Defendo pois que o amor existe somente nas barreiras do pensamento/imaginação e fora dele/a existem/permanecem apenas tentativas. Tentativas frustradas que existem há séculos, segundo a história. Então acredito que o amor de Romeu e Julieta existiu mesmo? Sim acredito, ou melhor, acredito que esse amor existiu mas apenas no pensamento de Shakespeare, se foi ele mesmo que o (amor) pensou. Dito isto, o amor de Romeu e Julieta acabou no momento em que começou a ser escrito.»

p.10: «Na esperança de rebentar, mantenho-me. Para uns é a noite, para outros tantos as tardes, para poucos é a manhã.»

p.12: «O porquê do não-amar?»

p.18: «[...] sexo é sexo, não é amor. A prática livre, poderá ser uma aproximação ao amor, ao caminho do amor. Sem pré-conceitos alguns.»

pp. 21-22: «o beijo como símbolo (cinematográfico, publicitário, etc.) do amor na maioria das sociedades é algo que resulta do que essas mesmas sociedades são e do que se afastam.» [a questão da alienação; provocada fora do campo do amor]

p.25: «[...] a busca de um outro quando o mal está em si-mesmo e não o vai mudar – irá mudar somente o outro.»

p.28: «“Amor não é necessidade.” (optei por não referir o autor)»

p.30: «Amor não é alívio, nem resposta a qualquer trauma, vida ou dor.»

pp. 31-32: «[...] do nada que é tudo e do tudo que é um pouco do nada. O que resta é o espaço, na diferença.»

p.32: «Uma pessoa dá-me inúmeras paixões, aquelas que os meus olhos a vejam.»

p.35: «[...] em 5 anos 5 amores, talvez 50.»

Ginsberg ao vivo em Londres

Posted in Filosofia, vídeo by Paulo S. on Abril 5, 2007

E quando algumas coisas nunca foram datadas…

Allen Ginsberg, Hum Bom! no Heaven nightclub, em Londres, 19 de Outubro de 1995