Peter Hujar

Candy Darling on ger deathbed, 1974

Susan Sontag, 1975
Paul Thek, 1975

Edwin Denby, 1975

self-portrait with string around neck, 1980
geração XIV
We’re too young to fall asleep
Radiohead em my iron lung
Banksy

Napalm (Artist’s Proof), Banksy, Screenprint on paper (50 x 70 cm), The Andipa Gallery, London, 2004
é isto, um respiro

é isto, um respiro de Paulo Serra, Évora, 30 de Agosto de 2006
Descrição: saco de plástico do hipermercado Feira Nova, contém (aproximadamente) 5/6 anos de snapshots, a cores, preto e branco, polaroids, todas cortadas a tesoura pelo autor.
Pedro Ferreira
ao vivo na S.O.I.R. Joaquim António de Aguiar, Évora, 23 de Julho de 2005.
Conheces a transformação fantástica? Sabes contá-la? Sabes porque me cubro de trevas? Sabes porque oiço a música celestial repetidamente? Será o adiamento? O sentido extremamente esperançoso que a mão eterna que atravessa mesas em busca de copos não pare de repente após a imprevisão.
Só a reprodução ou a seda despojada de uma ideia de entretenimento ou beleza. Só a seda ou a reprodução. Serei eu um filho fabricador de pais? Pertenceremos nós, os que vivemos, ao mesmo a que pertencem os mortos? Porque morrem. E porque morrem os vivos quando acordam da vida?
E a seda escorre salivarmente, e cria um rio onde como uma cama os barcos navegam em fila, e os pais observam os filhos e os filhos transformados em pais observam-se a si próprios e aos seus filhos que se observam a si próprios e se transformam em pais observadores de filhos que se transformam, que navegam sobre as águas, que nascem e morrem repetidamente, e nascem e morrem sobre as águas como pais e filhos, transformando-se. E deixam de morrer porque nascem filhos com pais intrínsecos que se transformam.
Eu estilhaçarei o meu corpo sob um corpo viúvo.
Eu estilhaçarei o meu corpo sob um manto de seda.
E a seguir eu cuspirei a saliva que engoli em forma de outra coisa.
E a saliva vomitarei desde as unhas dos pés até às unhas das mãos, finalizando nos dentes e no cabelo.
E a saliva escorrerá como luz durante vários dias seguidos até estar totalmente dura como o vidro e eu lá dentro afogado.
E nesse instante haverá silêncio - o momento quase solene da última claridade.
para a Maria
numa das páginas do “Doutor Jivago” de Boris Pasternak, Chris McCandless escreveu «happiness only real when shared»



em Into the Wild, Sean Penn, 2007
«I might not feel this good again»*
Colin Meloy, vocalista dos The Decemberists , começou em 2005 um projecto que consistia em fazer um EP (“recorded at home.”, como diz na própria capa) de versões e vendê-lo exclusivamente numa digressão a solo por alguns bares nos Estados Unidos. Na primeira tentativa arriscou em fazer 6 versões de Morrissey (digo arriscou devido à legião de fãs que Morrissey tem, e que são muito “sensíveis”). O projecto foi tão bem recebido que no ano seguinte Colin Meloy decidiu repetir e estender o projecto, fazendo 6 versões de Shirley Collins. Entretanto meteu-se a promoção do álbum, da banda de que faz parte, The Crane Wife e só neste ano é que este projecto teve a sua continuação com 5 versões de Sam Cooke.

Todos os EPs foram desenhados por Carson Ellis, que é também a ilustradora dos The Decemberists (responsável por a capa, t-shirts, posters, etc.). Muito do seu trabalho, para além do seu website, está no seu blog: www.littlelittlegreenhouse.blogspot.com
Colin Meloy sings…:
Morrissey (2005)
[trad. arr.] Shirley Collins (2006)
Sam Cooke (2008)

Fui conseguindo ter sempre estes “artigos de colecção” graças a Steven Leland (que me enviou os dois primeiros EPs) e Jill Brand (que me enviou a semana passada este último), que são membros da message board dos The Decemberists onde os próprios membros a banda participam.
* em Good Times, Sam Cooke
sobre o academismo
“[...] mas essa é uma puta que não quer levar no cu, o academismo é isso. Serem putas mas finas. Eu sou puta mas não me posso dar ao luxo de dizer não àquele que paga para me foder e decide que me quer ir ao cu.”, numa conversa com Rui Alberto (só ele sabe quem é “essa” puta).
com Enrique Vila-Matas
Como gosto desta descobertas tardias! Está a tornar-se o meu autor favorito.
Agora anda sempre comigo: París se acaba nunca, Barcelona, Editorial Anagrama, 2007 (2ª Edición).

(não sei quem é o autor desta fotografia)
Amy Winehouse - Back To Black
“We only said goodbye with words I died a hundred times”