entre o vivo, o não-vivo e o morto [texto público]

As minhas funções como director da revista entre o vivo, o não-vivo e o morto acabaram (Março de 2008 [1] /Junho de 2009).
Arriscar foi sempre o ponto-de-partida. A nível gráfico o óbvio é o visível (ter cada número a ser desenhado por um designer diferente, cada número ser todo ilustrado por uma só pessoa (diferente de número para número)). A nível de conteúdo um espaço novo, de novidade (a abertura, os vários estilos narrativos possíveis de apresentar, o incentivo à tomada de partido, e voltar ao arriscar).
O desafio começava no título, tão longo, impossível de memorizar e continuava com a existência de uma não-temática. O não saber muito bem para onde se estava a escrever.
Fundei algo que nem sempre foi compreendido na sua totalidade. Apesar do seu número de páginas reduzido (aproximadamente 40 páginas por número), continha muitos conceitos que ligavam internamente a entre o vivo, o não-vivo e o morto, roçando todos eles no dar a conhecer pessoas novas, ser um espaço novo e livre para publicação. Não posso dizer que resultou sempre.
Nem todos, os que me eram próximos, perceberam a minha saída ou o porquê de não continuar este projecto noutras “águas” ou mesmo num formato on-line. Entendo-vos. A todos. Individualmente.
Eis o resultado (do qual, maioritariamente, me orgulho) do meu trabalho com director:
1 ano / 3 números / 3 designers (Sara Inglês, Isabel Bilro e Pedro do Ó) / 3 entrevistas (a Alexander Sokurov, a JP Simões e a Beatriz Batarda) / 26 autores / 2 ilustradoras (Isotta Dardilli e Kaja Avberšek) / 2 cronistas (António Carvalho e valter hugo mãe) / 2 artistas plásticas na folha central (Tamara Alves e Marija Toskovic)
Nomes que participaram na revista (por ordem alfabética):
Adolfo Luxúria Canibal, António Carvalho, A. Pedro Ribeiro, Alexandre Nunes de Oliveira, Célia Rocha, Fernando Machado Silva, Gonçalo Frota, Henrique Manuel Bento Fialho, Hugo Milhanas Machado, Jaime Carvalho, J. M. de Barros Dias, José Manuel Martins, Lília Parreira, Marta Bernardes, Nuno Ramalho, Paulo José Miranda, Pedro Ferreira, Pedro Oliveira, Pedro S. Martins, Rui Alberto, Rui Cancela, Rui Manuel Amaral, Rui Sousa, Sílvia das Fadas, Sílvia Ramalho, Vítor Moreira
[1] Março de 2008 foi o mês em que vi pela primeira vez a capa do #1; mas foi em Junho de 2006 que comecei a pedir textos, ou seja, a fazer trabalho de director neste caso. Foram 3 anos de trabalho muito pessoal. Onde se ganharam amizades, mas onde se perderam amizades.
Tomás da Fonseca no Orgia Literária

Crítica feita a uma das apostas da editora Antígona: http://orgialiteraria.com/?p=1406







