Júlio Pomar
acreditem no que vêem os vossos olhos, não creiam no que vêem os vossos olhos
a metáfora do Mundo (parte I)
Em Fevereiro de 2004 tive a oportunidade de ver a Gernikako Arbola, um guia-funcionário da Casa de Juntas explicou o que era aquela árvore e a razão de ali estar. A árvore que vi estava desventrada, podre, doente, quase morta tanto no seu simbolismo como na sua vitalidade.
Quando regressei pesquisei mais acerca daquela árvore e a árvore que vi foi a árvore filha, antes dela estiveram a árvore pai e a árvore velha. Hoje está lá outra árvore, uma parte da árvore filha.
Percebi que a Natureza nos percebe, e que a paz não é possível.
uma lista
Decidi dar trabalho à memória e fazer uma lista de livros que me marcaram (se há uma ordem nesta lista, é a de ordem alfabética):
1. Agota Kristof, La Trilogie des jumeaux (Points)
2. Antonin Artaud, Heliogabalo ou o Anarquista Coroado (Assírio & Alvim)
3. António Gancho, As dioptrias de Elisa (Assírio & Alvim)
4. Enrique Vila-Matas, París no se acaba nunca (Anagrama)
5. Ernest Hemingway, Paris é uma festa (Livros do Brasil)
6. Flannery O’ Connor, Sangue Sábio (Cavalo de Ferro)
7. Franz Kafka, Diários (Difel)
8. Jack Kerouak, Pela Estrada Fora (Relógio D’Água)
9. Marguerite Duras, O Amante (Colecção Revista Sábado)
Nota 1: Depois há autores que me marcaram mas não com um livro específico: Mário Cesariny, Gonçalo M. Tavares, Allen Ginsberg, Fernando Pessoa, Fiodor Dostoievski, etc.
Nota 2: Pensar numa lista de autores que marcaram não é a mesma coisa que pensar na lista dos livros que me marcaram.
Nota 3: Não sendo a lista (estática), é uma lista feita a Janeiro de 2010 (e isso já diz muito).
Nota 4: Só um livro de autor nacional e nenhum de poesia.
“Apontamentos para uma Estética não-Aristotélica” (1925)
Ora no homem há duas qualidades directamente sociais, isto é, dizendo directamente respeito à sua vida social: o espírito gregário, que o faz sentir-se igual aos outros homens ou parecido com eles, e portanto aproximar-se deles; e o espírito individual ou separativo, que o faz afastar-se deles, colocar-se em oposição a eles, ser seu concorrente, seu inimigo, ou seu meio inimigo. Qualquer indivíduo é ao mesmo tempo indivíduo e humano: difere de todos os outros e parece-se com todos os outros.
PESSOA, Fernando (Álvaro de Campos), Aviso por Causa da Moral e outros Textos (Selecção de Textos: Vasco Silva), Lisboa, Edições Ática, 2009, p. 35.




deixe um comentário